Fringe , Santo Daime e os Universos Paralelos
Hoje li no UOL sobre a morte do rapaz de dezoito anos que bebia o chá do “Santo Daime” há três anos. Também no UOL, ouvi o depoimento do homem que “coordena as reuniões” do Santo Daime em Goiás, de que o rapaz não morreu pelo efeito do chá, mas por ter problemas congênitos no coração.Se ele bebia o chá há três anos com continuidade e estava com o organismo acostumado, faz sentido de que tenha morrido de uma outra coisa qualquer e não de talvez uma super dose e seus efeitos, vamos dizer assim.
Há anos atrás acompanhei nos jornais as discussões sobre esse chá, ayuasca, bebido no Santo Daime e em outras “reuniões”, ser alucinógeno ou não. Entendi que, diferente de drogas como o LSD, que provocam alucinações em quem as ingere, as “visões” que podem acontecer após a ingestão do ayuasca, dependem de uma substancia ( que não me lembro o nome) que cada um tem ou não no organismo. Assim, se você tem uma quantidade grande da substancia x no seu corpo e eu não, você terá visões coloridas, capacidade telepática, disponibilidade para sentir uma realidade paralela e eu, não. E por depender então de uma
substancia interna e não apenas das substancias que compõem o chá, não poderia ser considerado um entorpecente, droga alucinógena, etc. Foi o que entendi na época, não sei se é exatamente isso.
Ontem li na Elle francesa que determinados alimentos provocam não apenas a dificuldade de absorção de certos medicamentos como também, se ingeridos em conjunto, podem causar graves intoxicações. Coisas que parecem inocentes, como um brócolis, por exemplo. Portanto, voltando ao caso do rapaz do chá, pode-se pensar que alguma substancia ingerida por ele, numa simples refeição no mesmo dia da reunião do Daime, podem ter-lhe causado sérios distúrbios, e até a sua morte. Enfim, são muitas as hipóteses. E não era sobre essa química que eu pretendia falar, mas sobre a capacidade de entrar em um universo paralelo.
Agora mesmo assisti a mais um episodio da segunda temporada de “Fringe”. Gosto dessa série de ficção científica, por que diferente das histórias de monstrinhos de três olhos e quatro braços, Fringe fala dessa fronteira entre a realidade visível por qualquer um, e realidades paralelas, visíveis apenas por quem pode, por quem tem o dom, por quem tem talvez a tal “substancia” interna que permite sentir os efeitos de um Santo Daime.
A agente Olívia é uma dessas pessoas dotadas da capacidade de viajar por outras realidades, por universos xamânicos, por caminhos hipnóticos. Capaz de sonhar sem estar dormindo. De alucinar sem ter diagnóstico de doença psiquiátrica. E isso me intriga muito mais do que ver espaçonaves trocando tiros. Até por que as fantasias sobre o “futuro” sempre acabam obsoletas e com o tempo a gente acha graça nessas bizarrices futurísticas. Já o cérebro,a mente, o inconsciente não perdem no “design”para um modelo mais moderno.
Mas estou com muito sono, e ainda por cima descobri que Fringe foi criado pelos mesmos produtores de Lost, o que é um mau sintoma. Pode ser que a série também fique rodando no mesmo espaço e mordendo o próprio rabo. O que é uma pena. Vai ver, como diz a NASA, o ser humano ainda não está preparado... fala sério. Bons sonhos então, por enquanto. ( foto retirada de busca no Google)
Há anos atrás acompanhei nos jornais as discussões sobre esse chá, ayuasca, bebido no Santo Daime e em outras “reuniões”, ser alucinógeno ou não. Entendi que, diferente de drogas como o LSD, que provocam alucinações em quem as ingere, as “visões” que podem acontecer após a ingestão do ayuasca, dependem de uma substancia ( que não me lembro o nome) que cada um tem ou não no organismo. Assim, se você tem uma quantidade grande da substancia x no seu corpo e eu não, você terá visões coloridas, capacidade telepática, disponibilidade para sentir uma realidade paralela e eu, não. E por depender então de uma
substancia interna e não apenas das substancias que compõem o chá, não poderia ser considerado um entorpecente, droga alucinógena, etc. Foi o que entendi na época, não sei se é exatamente isso.
Ontem li na Elle francesa que determinados alimentos provocam não apenas a dificuldade de absorção de certos medicamentos como também, se ingeridos em conjunto, podem causar graves intoxicações. Coisas que parecem inocentes, como um brócolis, por exemplo. Portanto, voltando ao caso do rapaz do chá, pode-se pensar que alguma substancia ingerida por ele, numa simples refeição no mesmo dia da reunião do Daime, podem ter-lhe causado sérios distúrbios, e até a sua morte. Enfim, são muitas as hipóteses. E não era sobre essa química que eu pretendia falar, mas sobre a capacidade de entrar em um universo paralelo.
Agora mesmo assisti a mais um episodio da segunda temporada de “Fringe”. Gosto dessa série de ficção científica, por que diferente das histórias de monstrinhos de três olhos e quatro braços, Fringe fala dessa fronteira entre a realidade visível por qualquer um, e realidades paralelas, visíveis apenas por quem pode, por quem tem o dom, por quem tem talvez a tal “substancia” interna que permite sentir os efeitos de um Santo Daime.
A agente Olívia é uma dessas pessoas dotadas da capacidade de viajar por outras realidades, por universos xamânicos, por caminhos hipnóticos. Capaz de sonhar sem estar dormindo. De alucinar sem ter diagnóstico de doença psiquiátrica. E isso me intriga muito mais do que ver espaçonaves trocando tiros. Até por que as fantasias sobre o “futuro” sempre acabam obsoletas e com o tempo a gente acha graça nessas bizarrices futurísticas. Já o cérebro,a mente, o inconsciente não perdem no “design”para um modelo mais moderno.
Mas estou com muito sono, e ainda por cima descobri que Fringe foi criado pelos mesmos produtores de Lost, o que é um mau sintoma. Pode ser que a série também fique rodando no mesmo espaço e mordendo o próprio rabo. O que é uma pena. Vai ver, como diz a NASA, o ser humano ainda não está preparado... fala sério. Bons sonhos então, por enquanto. ( foto retirada de busca no Google)








Na Lenda de Santa Isabel, dizem que transformaram camélias em pão. Flores da transformação.



